Ricardo Tosto fala sobre conflitos intraorganizacionais resolvidos por arbitragem

 

Ricardo Tosto, sócio-fundador do renomado escritório de direito Leite, Tosto e Barros, reporta que, atualmente, a arbitragem tem se mostrado uma das opções bastante requisitadas em disputas empresariais. Diminuição de burocracia, redução de custos e agilidade na conclusão das ações são os fatores responsáveis que tornam a mediação tão atrativa.

Como método alternativo ao Poder Judiciário, a arbitragem é um recurso considerado informal usado para resolver conflitos através de mediador, o que resulta em facilidades e celeridade dos processos.

Uma das características que mais diferenciam o método tradicional adotado pelo judiciário e o de arbitragem é a duração dos processos. Em média, a via convencional leva 5 ou 6 anos para chegar a conclusão de uma ação litigiosa. Em contrapartida, a arbitragem demora manos de 2 anos para finalizar o processo. Diante da possibilidade dos processos de arbitragem serem mediados intraorganizacionalmente, de acordo com o advogado Ricardo Tosto, a tendência é que as companhias passem a investir na capacitação de funcionários ou na contratação de terceiros para a criação de uma equipe voltada para soluções de desacordos internos das organizações.

Para quem busca evitar trâmites judiciais para resolver litígios empresariais foi criada a forma de mediação online, onde, após a realização de cadastro das partes envolvidas, um software analisa as informações e por meio de algoritmos pré-definidos oferece diferentes opções de acordo. Com o procedimento 100% online alguns litígios podem ser solucionados em poucos minutos.

Como especialista em direto, Ricardo Tosto destaca dois pontos positivos no uso da arbitragem online. Para ele, a possibilidade de evitar o encontro entre as partes em conflito é benéfica, uma vez que, em alguns casos, o momento de estresse pode levar a situações desagradáveis. O outro ponto relevante é a tamanha objetividade e rapidez empregada nos litígios. O advogado declara que não vê necessidade em optar pelo trâmite judicial quando existe a possibilidade das partes chegarem a um consenso rápido e bom para ambos passando por menos desgaste. “O sistema judicial brasileiro está atravancado e qualquer método para auxiliar esses gargalos é bem-vindo”, salienta.

Para o fortalecimento e eficácia do processo de arbitragem é necessário que as empresas estejam realmente interessadas em fazer uso desta mediação para gerir seus conflitos internos antes de adentrar com medidas judiciais, caso contrário, será somente mais um passo burocrático somado a tantos outros, lembra Ricardo Tosto.

Capacitação e integridade são características indispensáveis para a escolha dos mediadores de uma empresa, principalmente para aquelas que buscam evitar desgastes e gastos desnecessários. Apesar de algumas companhias demonstrarem certa relutância em aderir à mediação por meio da arbitragem por ser considerada uma alternativa dispendiosa, Ricardo Tosto esclarece que não é bem assim. Tosto recorda que o simples fato da arbitragem permitir um desfecho processual em tempo bastante reduzido em comparação ao método tradicional é o suficiente para influenciar em prováveis reduções de gastos. “É preciso considerar o tempo ao qual os honorários serão pagos. Na arbitragem tudo é mais rápido e, se for comparar com o método tradicional, também é mais barato”, finaliza.