Ministro alerta que cenário positivo depende da aprovação de reformas

O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, disse que as projeções são positivas para o cenário econômico em 2018, porém precisa da aprovação das reformas propostas pelo governo. Para que as boas condições se confirmem é necessárias as reformas, em especial a Reforma da Previdência.

Dyogo afirma que a decisão de um desempenho brilhante e desempenho mediano dependem da aprovação das reformas. “É por isso que estaremos trabalhando mais, e com mais força para o encaminhamento da reforma” .

Ele ainda disse que a previdência continuará com o déficit crescente que poderá alcançar os R$ 225,3 bilhões em 2020, caso as regras atuais não se alterem. Dyogo alertou novamente que se as reformas não forem aprovadas terá impacto direto no bem-estar social da população que poderá perder R$ 7 mil reais até 2022 se consideradas as projeções do PIB, o produto Interno Bruto, e o aumento da Dívida Bruta do Governo Federal.

O ministro destaca a melhora dos empregos, recuperação do investimento, juros e inflação e sobre o que o governo tem feito para arrumar essas contas, possibilitando um cenário de baixa inflação e com juros e taxas em queda. “O governo colocou dinheiro na mão do consumidor para ele mesmo poder reativar a economia fazendo com que ela cresça”, destacou Dyogo.

A melhora do cenário econômico está relacionada com as reformas que o governo iniciou e possibilitou um ganho de confiança. Os resultados disso é a expectativa de que o PIB cresça em 3% neste ano, por exemplo. Esses são resultados de todo o trabalho e cooperação da política econômica, das ações efetivas para a recuperação da economia e a criação de confiança. “O risco é que isso possa se reverter também de maneira rápida”, destaca.

A decisão de votar na Reforma da Previdência em fevereiro deste ano já apontou inversão de alguns indicadores que estavam positivos. A votação ficou para 2017 devido algumas medidas ainda serem negociadas e por não ter tido forças políticas para a sua aprovação.

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn concorda que para se manter a inflação baixa é necessário a continuidade das reformas.