Brasileiros em extrema pobreza são 13 Milhões

O fenômeno da fome e da extrema pobreza ainda é uma chaga que atinge boa parte dos brasileiros, segundo as novas pesquisas do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Foram encontrados números muito altos – 13 milhões em extrema pobreza e 50 milhões na linha de pobreza – segundo os dados estatísticos de análises desta instituição de maior renome e prestígio do país. São indicadores sociais graves e revelam o quadro de estagnação em relação à distribuição de renda no país, mesmo ao comparar com os países sul-americanos, território de demasiada desigualdade. Referências sobre emprego e desemprego, escolaridade, estabilidade, rendimentos, dentre outros indicadores, também foram coletados e os números salientam ainda o enorme abismo entre as classes, bem como o desfavorecimento que perdura aos trabalhadores assalariados, aos negros, pardos e pobres. A região Nordeste acompanhada da região Norte são as campeãs de indicadores baixos. Apontam os dados para 11,2% no Norte em extrema pobreza e 12,9% no Nordeste na mesma condição. É onde se encontra quem recebe os menores salários, uma grande massa de desempregados, os numerosos que passam fome (tendo em vista o cálculo criado pelo Banco Mundial que engloba as pessoas que que recebem menos de US$1,90 por dia, bem como o parâmetro do salário mínimo), dentre outros critérios negativos para aferir a qualidade de vida da população, como ter acesso aos serviços de saneamento básico, habitação, saúde e educação. Dá-se a esse fator a ampla procura (e inscrição) aos programas governamentais de transferência de renda.

Na averiguação do quesito recebimento de rendimentos por exemplo, constatou-se que quem recebe os 10% menores rendimentos no Brasil, são 78,5% de indivíduos pretos e pardos, em comparação com apenas 20% de indivíduos brancos. Viu-se também que 12, 1% dos cidadãos brasileiros vivem mensalmente com a quantia de até R$220,00 e outros 17,8% só conseguem algo em torno de R$220,00 e R$440,00 reais. Outra informação relevante diz respeito ao nível de escolaridade, que ressaltou que 39,6& dos trabalhadores entraram no mercado de trabalho com até 14 anos.